Meio por acaso, no último domingo fui pela primeira vez ao recém inaugurado Museu da Rampa. Após um brunch com Nina e Márcia no Pé de Cajú, íamos à Pinacoteca para ver as exposições atuais, mas lembrei da possibilidade de ir ao novo museu localizado nas Rocas e assim acabamos lá.


Área externa do Complexo Cultural Rampa

Em função do meu trabalho da formação continuada de professores de História da rede municipal de ensino, eu já estava querendo fazer uma visita ao equipamento.

A impressão geral foi positiva, mas destaco dois aspectos que me chamaram a atenção.

Primeiro, nas salas alusivas à participação de Natal na Segunda Guerra Mundial senti muita falta de mais particularidades do impacto da guerra no cotidiano da cidade. Com exceção de uma “sala do blackout”, que tenta recriar a experiência dos cortes de eletricidade como estratégia de defesa, que ocorriam em Natal à época do conflito, não há nada mais significativo a respeito dos desdobramentos para os natalenses da presença americana na cidade, durante a guerra. Além disso, há um foco muito grande nos intinerários de Roosevelt, da saída da sua comitiva dos EUA, até a chegada em Natal.

O segundo ponto diz respeito ao acervo, que se resume a dois uniformes militares e alguns poucos documentos escritos como jornais e livretos publicados na Itália à época da presença da FEB naquele país.

Também saí com a impressão de que o espaço físico do museu está superdimensionado em relação ao acervo disponível. Exemplo disso é uma sala intermediária em que está esposta uma exposição bastante genérica com a temática da paz, que se resume a cartazes com citações que passam por Bob Marley e John Lennon e chegam à Madre Tereza de Calcutá.

Espero que na permanência de um acervo limitado no museu, essa sala seja utilizada para exposições temporárias mais relevantes.

Exposição no hall de entrada


Área externa do Complexo Cultural Rampa