Pausa para o almoço. Testando o Dazz Câmera.
Pausa para o almoço. Testando o Dazz Câmera.
Em setembro de 2022 eu lamentava a falta de informações técnicas nos streamings. Acabei de ficar sabendo que o Spotify lançou a exata função que eu Procurava. Aguardando ansioso que o Apple Music implemente essa funcionalidade.
Os caminhos da web aberta têm me levado a ótimas surpresas que recheiam o meu agregador de feeds RSS, e me possibilitam um relação mais deliberada com a Internet nesse mundo curado pelos algoritmos.
Não lembro exatamente como cheguei a Craig Mod, mas certamente foi através dos buracos de minhoca de links compartilhados por outros escritores que acompanho online.
Craig é um escritor e fotógrafo estadunidense aposentado que mora no Japão há mais de 25 anos, costuma fazer longas caminhadas e escrever sobre as suas experiências e encontros pelos lugares que percorre. A sua escrita é arrebatadora e eu espero ansioso a cada semana por um novo texto.
Um das recompensas que vêm ao seguir um projeto como esse por algum tempo é poder ver as obras sendo idealizadas e se concretizando. É o caso de Things Become Other Things: a walking memoir, livro que acabou de chegar para mim e sobre o qual Craig escreveu em seu site desde quando era apenas ideia. A cada semana ou mês pude acompanhar em que estágio de produção a obra estava, passando inclusive pelas provas de impressão e outros pormenores técnicos.
Além das ideias contidas nos escritos, uma das coisas que aprecio no trabalho de Craig Mod foi a solução que ele encontrou para viabilizar o seu objetivo principal: publicar livros. Os textos mais corriqueiros que ele publica, seja nas newsletters ou no seu site são peças autocontidas e suficientemente bem escritas, mas como ele mesmo diz, são na verdade meios para que possa publicar novos livros.
As usual: books — that’s the focus, and will continue to be the focus. Writing the next book, and then the next, as catalyzed / driven / permissionized by the membership program.
Eu não devia botar mais um livro no sarapatéu de leituras não terminadas em que me encontro, mas Things Become Other Things vai furar a fila por aqui. Abaixo segue o primeiro parágrafo do release de divulgação da obra, extraído do site do próprio autor.
Uma caminhada transformadora de 300 milhas ao longo das antigas rotas de peregrinação do Japão e através de aldeias despovoadas inspira uma memória de partir o coração de um amigo perdido há muito tempo, documentada ao lado de fotografias notáveis.
Ainda sobre The Windmills of Your Mind, encontrei essa versão inusitada do Libertines para a música.
Em 2002 ou 2003, fiquei obcecado por Les Parapluies De Cherbourg, de Michel Legrand. Àquela época eu estudava francês no CEFET-RN. Numa determinada aula, o saudoso professor Antônio trabalhou o filme Os Guarda Chuvas do Amor, de Jacques Demy, e de cuja trilha a canção mencionada faz parte.
Há cerca de um ano atrás, assistindo ao último espódio da 2ª temporada de Ruptura, me vi mais uma vez fortemente ligado a uma canção de Legrand. Trata-se de The Windmills of Your Mind, que foi usada na última cena daquele episódio. Essa música tem me perseguindo desde então e vem cada vez mais crescendo em mim a vontade de fazer algo artístico com ela.
Cheguei, sem sucesso, a sugeri-la para o repertório da Banda Café. Também pensei em criar um arranjo para que entre no show do SeuZé. Mais recentemente, tenho girado em torno da ideia de fazer uma versão em português para a letra e ver o que surge a partir daí. Na pior das hipóteses, vai funcionar como um exercício de composição, já que esta seria a minha primeira empreitada na criação de versões lusófonas para canções em língua estrangeira.
Entre hoje e o dia 09/03 de março estarei de férias e espero trazer novidades sobre esse exercício .
Voltando ao The New Abnormal, dos Strokes. Que disco!
Em 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.
2025 foi um ano em que vi pouquíssimos filmes. O meu year in review de 2025 marca 26. Menos de uma película a cada duas semanas.
Seguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.
Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.
Todos esses compilados anuais estão reunidos aqui.

Mantendo a tradição, segue a lista de livros lidos no ano passado:
A Mais Recôndita Memória dos Homens
Mohamed Mbougar Sarr
O Método Bullet Journal
Ryder Carroll
Leite Derramado
Chico Buarque
O Deus das Avencas
Daniel Galera
O Caderno
José Saramago
O Avesso da Pele
Jeferson Tenório
O Lugar
Annie Ernaux
O Fim de Eddy
Édouard Louis
Um Ocidente Sequestrado
Milan Kundera
A Velocidade da Luz
Javier Cercas
Intermezzo
Sally Rooney
Angústia
Graciliano Ramos
História da Violência
Édouard Louis
O Ato Criativo: Uma Forma de Ser
Rick Rubin
A Morte de Ivan Ilitch
Lev Tolstói
A Louca da Casa
Rosa Montero
Igualzinho a Você
Nick Hornby
A Bibliotecária dos Livros Queimados
Brianna Labuskes
Noites Brancas
Fiódor Dostoiévski
O Cupom Falso
Lev Tolstói
Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.
Todos esses compilados anuais estão reunidos aqui.
Estatísticas geradas pelo rewind.musicorumapp.com a partir de dados do Last.fm
Mais um ano em que continei girando em torno dos mesmos discos e artistas. O destaque foi o Pique, de Dora Morelembaun, que junto das escolhas de Nina, monopolizou o som do carro nos trajetos da família, no dia a dia. Também voltei bastante ao The Best of Chet Baker Sings e ao Another One, de Mac DeMarco. Entre as descobertas do ano está Dr. Dog, cujo Shame, Shame esteve no repeat por algum tempo.
Segue o já tradicional resumo do que ouvi no ano passado:






Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016
Todos as estatísticas anuais estão reunidas aqui
Inspirado em Austin Kleon, segue a minha versão de algumas coisas que fizeram 2025 valer a pena. A ordem aqui não importa tanto.
Kave Casa Café ☕
Muitas pessoas hoje em dia vivem numa série de ambientes internos - o lar, o carro, a academia, o escritório, lojas - e divorciados uns dos outros. A pé tudo permanece conectado, pois, andando-se, os espaços entre esses ambientes internos são ocupados da mesma maneira que eles mesmos. Vive-se no mundo inteiro, e não nos ambientes internos erigidos para deixá-lo de fora.
Lendo: A história do caminhar de Rebecca Solnit 📚
E Sergio Pitol, de quem extraí a citação de Faulkner (a cultura é o palimpsesto e todos escrevemos sobre o que os outros já escreveram), acrescenta: Um romancista é um homem que ouve vozes, coisa que o assemelha a um demente." (…) creio que na verdade essa imaginação desenfreada nos torna mais parecidos com as crianças que com os lunáticos. Acho que todos os seres humanos entram na existência sem saber distinguir direito entre o real e o que é sonhado; de fato, a vida infantil é em boa parte imaginária. O processo de socialização, o que chamamos de educar, ou amadurecer, ou crescer, consiste precisamente em podar as florescências fantasiosas, fechar as portas do delírio, amputar nossa capacidade de sonhar acordados; e ai de quem não souber selar essa fissura com o outro lado, porque provavelmente será considerado um pobre doido. Pois bem, o romancista tem o privilégio de continuar sendo criança, de poder ser um doido, de manter contato com o informe.“O escritor é um ser que nunca chega a ficar adulto”, , diz Martin Amis em seu belo livro autobiográfico Experiência, e ele deve saber disso muito bem, porque tem todo o aspecto de um Peter Pan um tanto murcho que se nega teimosamente a envelhecer.
Lendo: A louca da casa de Rosa Montero 📚